segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Trilhas Sonoras - Academia.
Fala, galerinha! Estou de volta, e mais uma vez vou falar sobre trilhas sonoras. Vocês devem estar pensando: "mas só vai falar disso agora?". Pois é, na verdade é uma coisa que eu gosto muito, eu adoro criar trilhas sonoras pra cada acontecimento, e por coincidência, a trilha sonora sobre a qual vou falar hoje, foi inspirada num filme. (Pra quem não viu minha postagem sobre Cinema e Música, é só clicar aqui).
Bom, como a maioria das pessoas na face desta amada terra, sou vítima de uma coisa chamada "preguiça", mas num belo dia (na verdade, desde o começo do ano), decidi que isso ia mudar e que eu ia voltar pra academia. Demorei algum tempo, mas finalmente voltei aos poucos. Começando pelas aulinhas via youtube de Zumba (cara, micão) e algumas atividades aeróbicas.
Mas quem nunca sentiu uma vontadinha de tomar uns ovos crus, sair correndo pelo bairro, subir umas escadas, bater numas peças de carne? quem nunca? [Quem entendeu a referência?]
Pois é, finalmente achei algo em que eu pudesse me inspirar para poder sair da zona de conforto e ir suar um pouco.
Depois de assistir picadinhos e picadinhos de alguns filmes do Rocky, percebi que eu tinha de tomar vergonha na cara e assistir todos, assisti o I na semana passada e hoje novamente. Descobri que o Netflix vai tirar alguns filmes, incluindo a trilogia Rocky. Então decidi maratonar logo de uma vez.
Ok, ok, cadê a trilha sonora?
Certo, a primeira música que vem a cabeça quando falamos de Rocky é...?
-Eye of the Tiger - Survivor
Tem todo aquele ritmo de, sei lá, porrada. Muito motivador.
Outra que dá uma baita vontade de sair treinando muito, é também do Survivor.
-Burning Heart
Eu nem tenho o que dizer, sou apaixonada por essa música.
O nome dessa já explica a delícia que é essa música pra dar uma ajudinha pra correr.
-The Sweetest Victory - Touch
E pra fechar a "motivação à la Rocky":
-No Easy Way Out - Robert Tepper
Eu poderia colocar nessa lista toda a trilha sonora de todos os filmes, mas aí eu não estaria sendo justa com a minha playlist. Agora vamos às outras
-Run to the Hills - Iron Maiden
-Don't you Forget About me - Simple Minds
-Psycho - System of a Down
-Helloween - I Want Out
-17 Crimes - AFI
-Dirty Little Girl - Burn Halo
-Monkey Wrench - Foo Fighters
-Burn It Down - Avenged Sevenfold
-Livin' on a Prayer - Bon Jovi
-Heart Full of Soul - Rush
-Let Live - Of Mice & Men
-Nightrain - Guns 'n Roses
Essa foi mais ou menos a listinha que tocou hoje, e posso afirmar com certeza que foi super empolgante. Porque afinal, não dá pra fazer academia sem uma trilha sonora agitada, que te dê ânimo e vontade de cantar junto.
Tem uma trilha sonora pra academia? Quer acrescentar alguma música nessa lista? Aceito sugestões.
Então é isso, pessoal. Mais uma vez, obrigada à quem está lendo e me desculpem a demora!
Kiss,
Nat.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
29 anos de Slippery When Wet
Bom, estou um dia atrasada, mas o que vale é a intenção e um bom motivo.
Mais um post onde falarei sobre Bon Jovi, mas mais especificamente sobre o melhor álbum deles (na minha opinião, o Slippery When Wet.
Ontem, 18 de Agosto foi meu aniversário (taí o motivo porque eu não postei ontem) e também aniversário de 29 anos do SWW.
Bon Jovi começou em 1983 com o self-titled deles (Bon Jovi) com o mais puro hardrock que os meninos de Jersey poderiam oferecer, com o clássico Runaway e mais alguns videoclipes constrangedores. Em 1985 tivemos o 7800° Fahrenheit que é quente pra cacete (HAHAHA piada lixo, desculpem), e além de quente, também tem a clássica In and Out of Love e mais alguns clipes constrangedores, mas também um dos melhores álbuns.
Enfim chegamos ao terceiro álbum de estúdio dos caras e eles decidiram chamar de Slippery When Wet em 1986. O título tem o nome de uma placa famosa de quando as pessoas limpam o chão e não quer que ninguém escorregue, mas que também se refere a uma boate de strip-tease onde as garotas ficavam "escorregadias" (ai que orgulho desses meninos).
Por que é o melhor álbum na minha opinião?
Primeiro motivo, e o mais clichê: Livin' on a Prayer. É, de longe, umas das 3 músicas mais famosas deles.
Segundo motivo: You Give Love a Bad Name e Wanted Dead or Alive, já são auto-explicativas.
Terceiro motivo: melhor fase da banda. Há quem diga que não, mas os anos de 1986-87 foram ótimos pra eles, em questão de popularidade e sonoridade. Todas as músicas, incluindo as b-sides e as demos são incríveis! Finalmente eles tinham estourado e estavam fazendo um dos melhores tours.
Quarto mortivo: Desmond Child. Ele ajudou os meninos a escreverem quase todas as músicas do SWW e também algumas músicas futuramente. O cara é um gênio. E em SWW começou essa parceria.
Poderia falar de vários motivos, mas esses são os principais. Agora, vou dar mais um motivo (10 motivos e 1 bônus)
1. Let it Rock
2. You Give Love a Bad Name
3. Livin' on a Prayer
short-coment: Jon Bon Jovi não queria que a música fosse inclusa no disco, mas mais uma vez o dia foi salvo, graças à Richie Sambora)
4. Social Disease (tirem as crianças da sala)
5. Wanted Dead or Alive
6. Raise Your Hands
7. Without Love
8. I'd Die For You
9. Never Say Goodbye
10. Wild In the Streets
Bônus - Edge Of a Broken Heart
short coment: essa música é uma que o Jon se arrepende de não ter colocado no disco, teria sido um sucesso.
Já pensou se eles não colocassem Livin' on a Prayer no disco? O que será que poderia ter acontecido?
Espero que tenham curtido o post, eu adorei falar mais um pouco sobre um dos amores da minha vida.
Kiss,
Nat.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Diário de uma fã - parte 1
Eu não me lembro exatamente quando, mas em um ano da minha vida, me disseram que eu estava doente. Ok, vamos contar essa história direito.
Eu realmente não me lembro o ano, mas eu estava começando a adolescência, e por conta de uma série de coisinhas, um médico passou para o outro até que parei nas mãos de um reumatologista que me passou um monte de exames. Meus pais tinham uma grande preocupação e queriam que tudo fosse bem claro, então fiz exames caros em clínicas caras, coisa que eu olhava e pensava "meu deus, pra que gastar tanto dinheiro com isso?". Mas fiz todos os exames e fui para a consulta que eu nunca vou me esquecer.
O médico parecia precisar de um médico para ele - sério, ele era muito estranho. Durante a consulta ele leu os exames e disse com todas as letras que eu tinha uma doença auto imune, que diminui dramaticamente o tempo de vida e com sintomas que fazem com que qualquer pessoa perca a cabeça mesmo antes de começar a tê-los. Lembro-me também do médico dizendo que não tinha cura, mas tinha um tratamento com um remédio que me faria engordar muito, mas ajudaria.
Bom, não preciso dizer que na minha mente adolescente eu já estava com o contador ligado, não é?
A questão é, o diagnóstico era trágico e eu não sabia o que fazer.
Me isolei apenas com meus pensamentos, tentando, de alguma forma, achar uma saída. Como toda pessoa em desespero, busquei ajuda espiritual, recorrendo para todos os tipos de fé que pudessem me ajudar. Nunca rezei tanto na minha vida.
Evitava falar sobre aquilo e até hoje é uma coisa que eu não gosto de falar sobre.
Uma coisa que me ajudou no meu auto-isolamento e, consequentemente, minha melhora na auto estima, foi a música. As pessoas podem até achar que é besteira, que eu estou falando isso por falar, mas é verdade. A música me ajudou muito. Em especial, Bon Jovi.
Foi nessa época tão escura da minha vida que eu descobri que eu era fã de Bon Jovi, foi aí que aquele termômetro das bandas foi às alturas em mim. Eu ouvi a discografia de cabo a rabo, pegando em cada uma, sua ajuda para mim.
É clichê dizer que Keep the Faith foi o ápice, não é?
Pois é, mas outras como, These Days, Hey God e Livin' on a Prayer foram minhas grandes reflexões.
Lembro-me de pegar o DVD do Crossroads do meu pai pra ficar assistindo os clipes e ficar sorrindo igual boba e me apaixonando pelo Jon.
Lembro de decorar Bad Medicine, até as partes mais rápidas.
Lembro de encher o saco de todo mundo falando do Bon Jovi e até ser conhecida por "menina do Bon Jovi" no inglês por algum tempo.
Lembro principalmente de não chorar mais por conta do tal diagnóstico e sim pelo fato que eu estava apaixonada por uma banda maravilhosa.
No final das contas, o tal médico estava enganado, eu não tinha aquela doença, meus dias não estavam contados, eu não iria tomar um remédio que me deixaria um balão. Eu estava mais do que feliz quando saí do consultório da doutora de verdade, e quando coloquei no celular Lost Highway, eu senti a energia, eu me senti viva.
Esse é um dos 10000 motivos pelos quais Bon Jovi é a banda da minha vida, mas esse é o motivo principal por eles terem salvado a minha vida, não que eles tenham feito algum tipo de milagre (talvez tenham feito, como vou saber?), mas o mais importante é que na minha cabeça foi colocado que eu estava doente, e eu esqueci parcialmente da minha "doença" por conta do Bon Jovi.
Então é isso, pessoal. Essa foi uma história verdadeira da minha vida, espero que tenham gostado.
Kiss,
Nat.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Cinema e Música.
Fala, pessoal! Como prometido, estou tentando postar aqui com mais frequência. Mas não adianta nada postar algo sem estar inspirado.
Então, ontem tive uma mega inspiração: filmes!
Estava assistindo a um filme e decidi eleger as minhas três trilhas sonoras preferidas!
1. Donnie Darko.
Começo dizendo que é um clássico do cinema cult e entra nas categorias drama, horror e ficção científica. É uma ótima combinação pra contar a história de um garoto problemático que vê um coelho de dois metros de altura que profetiza o fim do mundo.
É um daqueles filmes que mesmo você assistindo 50 vezes você sempre vai se questionar (eu mesma as vezes não sei do que se trata) e há milhares de teorias. Então recomendo que vocês assistam para tirar as próprias conclusões.
Agora, quem já assistiu, viu que durante o filme aparecem várias músicas consideradas clássicas! apesar do filme ter sido lançado em 2001, trata-se do fim dos anos 80. Então pode esperar muita música boa. Essa deve ser a lista mais hipster da postagem, mas é uma das minhas preferidas.
1 - INXS - Never Tear Us Apart (a partir dos 2min);
2 - Tears For Fears - Head Over Heels;
3 - Oingo Boingo - Stay;
4 - The Church - Under The Milky Way;
5 - Duran Duran - Notorious;
6 - Echo & The Bunnymen - The Killing Moon;
7 - Joy Division - Love Will Tear Us Apart;
8 - Gary Jules - Mad World (originalmente por Tears For Fears)
2. As Vantagens de Ser Invisível.
Baseado no livro de Stephen Chbosky, o filme de 2012, mas com lugar nos anos 90, conta a história de um garoto de 15 anos com histórico de depressão com tendências suicidas e sua jornada pelo primeiro ano do colégio e como ele tenta se encaixar na escola. É um filme que sempre me faz chorar no final e vale muito a pena parar um pouco pra assistir (e ler também, super recomendo). A trilha sonora é um dos grandes fatores pra eu tanto amar esse filme. Já garanto muitas músicas hipsters também, mas vale a pena conferir a lista.
1 - New Order - Templation;
2 - David Bowie - Heroes;
3 - Dexy's Midnight Runners - Come On Eileen;
4 - The Smiths - Asleep;
5 - The Samples - Could It Be Another Change;
6 - Cracker - Low;
7 - XTC - Dear God;
8 - Galaxie 500 - Tugboat;
9 - Sonic Youth - Teenage Riot;
10 - Cocteau Twins - Pearly Dewdrops' Drop;
11 - The Innocense Mission - Evensong
Agora saindo dos garotos problemáticos e indo um pouco para um filme nacional que virou um dos amorezinhos da minha vida.
3. O Homem do Futuro
Wagner Moura é sem dúvida o meu ator nacional preferido, e neste filme, ele faz papel de um físico brilhante que cria uma máquina do tempo e faz várias viagens para mudar sua vida. O enredo é muito bom e quem ainda não assistiu, super recomendo. Mas o que eu mais amei no filme foi realmente a trilha sonora, a lista inclui clássicos do rock nacional e também internacional. Segue a lista.
1 - Legião Urbana - Tempo Perdido;
2 - Radiohead - Creep;
3 - Ultrage A Rigor - Inútil;
4 - INXS - By My Side;
5 - The Marmalade - Reflections of my Life;
6 - R.E.M. - It's the end of the World as we Know it.
Essas três listas são as minhas preferidas, de cima a baixo, mas claro, algumas músicas não podiam faltar aqui, então vou fazer um top 10 das melhores (sem ordem de preferência)
Dirty Dancing (Ritmo Quente) - Bill Medley & Jennifer Warnes - (I’ve Had) The Time of my Life;
Back to the Future (De Volta pro Futuro) - Huey Lewis and the News - The Power of Love;
The Breakfast Club (Clube dos Cinco) - Simple Minds - Don't You Forget About Me ;
The Devil Wears Prada (O Diabo Veste Prada) - KT Tunstall - Suddenly I See;
Ferris Bueller's Day Off (Curtindo a Vida Adoidado) - Twist and Shout - The Beatles;
Tarzan - Phil Collins - You'll Be In My Heart;
Rocky - Survivor - The Eye of the Tiger;
City of Angels (Cidade dos Anjos) - Goo Goo Dolls - Iris;
Click - The Cranberries - Linger;
The Offspring - Come out and Play;
Bom, como eu já disse antes, meu gosto musical varia muito em algumas ramificações, por isso essas listas não seguem nenhum padrão, apenas músicas boas complementando filmes bons.
Espero que vocês tenham curtido e se quiserem acrescentar suas trilhas preferidas, é só mandar nos comentários que eu vou ficar muito feliz em ler.
Estou sempre esperando o feedback de vocês e fico sempre contente em saber que estão curtindo os posts.
Obrigada mesmo!
Kiss,
Nat.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
O dia do Rock em três anos.
Hoje, dia 13 de Julho, é o dia mundial do rock e nada mais
justo fazer uma postagem pra movimentar aqui o Rock Prayer. Decidi discorrer
sobre os três anos mais rock n’ roll que eu tive nesse dia, então vamos colocar
na ordem cronológica dos fatos:
1. 2013 - Lacrima tocando na Livraria Painel
Cultural.
O ano de 2013, pra mim, foi um ano muito rock n’ roll pelo
fato dos mil shows de uma das bandas mais sensacionais que eu já tive o prazer
de conhecer. A Banda Lacrima, formada em 2007, é uma banda paulistana
independente que apresenta um som que é bem difícil de encontrar por aí, eles
têm um EP e dois CDs já lançados cheios de músicas autorais de qualidade.
Claro, que quem me conhece vai dizer que é um tanto suspeito eu falar sobre
eles, já que, nesse mesmo ano de 2013 nós [Aílton, Ronaldo (pai) e eu] fundamos
um fã clube com apoio da banda. Mas quem me conhece também sabe o quão justa eu
sou com elogios, então não se enganem, eu não representaria um fã clube se a
banda não fosse no mínimo f*da.
Feitas as apresentações, vamos ao dia 13 de Julho de 2013.
Nessa louca agenda da banda em 2013, eles foram chamados para tocar na Livraria Painel Cultural para celebrar o dia do rock. O espaço era bastante aconchegante, o som estava ótimo e o setlist com os clássicos do rock n’ roll, músicas próprias e rolou até uma do Halestorm (foi loco). Posso dizer, com certeza que foi um dos shows mais empolgantes desse ano. E claro, a companhia dos amigos de sempre, até no “afterparty” foi sensacional. Foi basicamente o primeiro dia do rock que eu realmente comemorei com muito rock.
Nessa louca agenda da banda em 2013, eles foram chamados para tocar na Livraria Painel Cultural para celebrar o dia do rock. O espaço era bastante aconchegante, o som estava ótimo e o setlist com os clássicos do rock n’ roll, músicas próprias e rolou até uma do Halestorm (foi loco). Posso dizer, com certeza que foi um dos shows mais empolgantes desse ano. E claro, a companhia dos amigos de sempre, até no “afterparty” foi sensacional. Foi basicamente o primeiro dia do rock que eu realmente comemorei com muito rock.
2. 2014 – o dia do rock atrasado.
Em 2014 eu tive um dos anos mais sensacionais de todos
quando se trata de shows e “rolês”, isso é bem explicado numa postagem que eu
fiz em maio, caso não tenha visto, clica no link.
Esse ano teve de tudo que se possa imaginar de sensacional, incluindo o segundo show que eu vi da Bottoms Up (Nickelback cover). Ok, não foi no dia do rock porque... porque... Bom, não me lembro o porquê, mas me lembro que no dia 18 eu estava no Manifesto (novidade) pra curtir o som da The Circle (Bon Jovi cover) e da Bottoms Up. Por que eu não falo da primeira vez que os vi? Porque na época (2013) eu estava apenas conhecendo mais afundo Nickelback, pois eles estavam vindo para o Brasil junto com Bon Jovi, então a Bottoms Up foi mais como um show experimental. Já na segunda vez (2014) eu pude conhecer melhor e curtir mais, resultado: uma explosão de um amor por essa banda. Os caras mandam muito bem nas músicas cover, mas uma coisa que eu descobri depois e que me deixou de boca mais aberta ainda, foi a banda autoral dos mesmos caras, a Sanatori#1. Eles têm um som tão bacana, que é impossível não parar pra ouvi-los. Dica da tia Nat, procurem.
Esse ano teve de tudo que se possa imaginar de sensacional, incluindo o segundo show que eu vi da Bottoms Up (Nickelback cover). Ok, não foi no dia do rock porque... porque... Bom, não me lembro o porquê, mas me lembro que no dia 18 eu estava no Manifesto (novidade) pra curtir o som da The Circle (Bon Jovi cover) e da Bottoms Up. Por que eu não falo da primeira vez que os vi? Porque na época (2013) eu estava apenas conhecendo mais afundo Nickelback, pois eles estavam vindo para o Brasil junto com Bon Jovi, então a Bottoms Up foi mais como um show experimental. Já na segunda vez (2014) eu pude conhecer melhor e curtir mais, resultado: uma explosão de um amor por essa banda. Os caras mandam muito bem nas músicas cover, mas uma coisa que eu descobri depois e que me deixou de boca mais aberta ainda, foi a banda autoral dos mesmos caras, a Sanatori#1. Eles têm um som tão bacana, que é impossível não parar pra ouvi-los. Dica da tia Nat, procurem.
3. 2015 – Osasco, a cidade do Rock.
Muita gente não sabe nem onde fica Osasco. Ok, localizada na
região Oeste, Osasco era um bairro de São Paulo, mas foi emancipado há mais de
50 anos. Mais conhecida como a Capital do Cachorro-Quente e dos pombos. Temos
500 shoppings e um calçadão de dar inveja. Sentiram o clima? Ok, agora vem a parte
cultural, tem muita gente que diz que é uma cidade que não tem cultura [que tem
muitos funkeiros], mas ninguém vai ao teatro municipal, nem procura peças e
shows gratuitos oferecidos pelo Sesi, Sesc e até pela prefeitura. Então vamos
combinar, é uma cidade que tem as coisas, sim, mas que as pessoas não procuram.
Ponto, aceitem isso.
Agora, pra quem já fica mais ligado, ficou sabendo que pela
segunda vez, a prefeitura está fazendo a “Semana do Rock: A Corrente do Bem”,
que nada mais é do que váaaarias bandas de rock se apresentando de graça (o
valor da entrada é 1Kg de alimento) e que está rolando de 11 a 19 de Julho ali
na FITO I na Concha Acústica, atrás do novo Sesc Osasco.
Eu não pude ir na primeira edição do evento, mas como fiquei
sabendo antecipadamente nesse ano, decidi ir. Fui ontem prestigiar o som dos
meus queridos da Hardstuff, e posso dizer de boca cheia: puta show. Nunca ouviu
falar da Hardstuff? clica aqui.
O espaço do evento é bem grande, o palco é bem grande, a arquibancada da plateia comporta muita gente e o som é muito bom. Era um espaço que precisava mesmo ser bem melhor aproveitado, e agora com essa iniciativa da prefeitura, teremos shows praticamente todos os finais de semana. Não é sensacional?
Já tenho presença confirmadíssima para o próximo final de
semana, e agora, não tem mais desculpa pra dizer que não vai no rock porque é
longe, agora o rock ‘tá do lado de casa.
Então é isso, espero que tenham curtido e se quiser comentar, fiquem à vontade... e também para compartilhar, eu agradeço ;)
Kiss,
Nat.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Opinião Formada e o Rock
Andei passando por algumas situações durante esses dias, que
me fizeram pensar muito em como minha opinião se forma sobre algumas coisas. As vezes tenho uma visão tão diferente do que a das outras pessoas que eu acabo sendo tachada de chata, inflexível e outras coisas. Mal sabem as pessoas o quão flexível eu sou quando se trata de certos assuntos. O que "importa", é que eu já perdi muita 'amizade' por ser uma pessoa de opinião, mas em compensação ganhei outros amigos também. Bom, vou falar sobre algumas coisas que envolvem a minha opinião sobre o rock.
A começar pela “intolerância rock n’ roll”. Todos os dias eu leio coisas do tipo “rock é melhor do que os outros gêneros”, “rock é pra pessoas inteligentes” etc. Ok, rock é um estilo musical que é até “bem visto” em comparação com o nosso cenário musical nacional. Mas quando eu vejo alguém engrandecendo o rock às custas do preconceito com os outros estilos, eu penso “como isso pode ter um público tão ‘cult’ e tão intolerante?”. Vivemos pedindo igualdade pois somos tão frequentemente mal interpretados, mas ainda assim pede-se o FIM de bandas de outros estilos musicais. O que você pensaria se o seu Metallica fosse banido apenas porque um grupo de pessoas não gosta? É egoísmo pedir para que uma coisa acabe porque você não quer, isso é ser intolerante.
Outra coisa que me incomoda muito, é essa corja de “roquistas”
que se acham muito fodas por ouvir rock, mas não sabem o que foi o Woodstock,
ou como Jazz, Blue, Funk tiveram (e ainda têm) influência sobre o rock. A única
coisa que sabem é criticar o gosto dos outros e dizer que é “Pantera forever”.
Não estou defendendo nenhum outro estilo musical, estou
apenas discorrendo sobre as preferências musicais e como somos fechados para
isso. Eu amo rock e suas ramificações, mas como já até citei antes, eu adoro
MPB, e as vezes quando eu falo que o primeiro show que eu fui na vida foi o do
Zeca Baleiro, as pessoas olham com cara de nojinho, não sabem do que se trata,
não valorizam a cultura do próprio país, e justamente essas pessoas que fazem
essa “cara” pra mim, são as pessoas que usam camisa do Nirvana apenas porque “Smells
Like a Teen Spirit é a melhor música”.
Não dá para discutir com a pessoa que não tem base de conhecimento suficiente
pra sustentar argumento, acham que toda música nacional é lixo. Duvido esse
pessoal tão hardcore vestir a camisa de uma banda independente, duvido comprar
um cd que não passou pela mão de uma gravadora fodona ou qualquer coisa do
gênero por achar que o Brasil só produz sertanejo e funk. Um pouco de
informação é bom pra vida.
Precisamos valorizar nosso estilo musical, mas também
precisamos aprender a respeitar os outros, parar de falar merda em rede social
e aprender mais sobre a cultura que você segue.
E é isso, pessoal. Espero que tenham gostado um pouco dos meus pontos de vista, caso queiram acrescentar algo, é só comentar aqui ou no facebook.
Kiss,
Nat.
p.s. Todos os comentários são de minha autoria, caso haja alguma divergência, entrar em contato.
Capa da Postagem: London Calling - The Clash (1979)
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Entrevista Rock Prayer: Bruno Sutter
No dia 05 de Junho de 2015 tive a oportunidade de conversar com um dos caras do rock mais sensacionais que eu já conheci, o Bruno Sutter, mais conhecido pelo seu personagem Detonator. A gente conversou sobre a carreira dele e os projetos. Ficou bem bacana esse bate-papo e vocês podem ler abaixo;
1. Por que fazer música?
BS: Porque a música é a minha vida, não tem explicação. É igual estar apaixonado, você não sabe porquê, você só sente. Desde que eu me entendo por gente a música faz parte da minha vida. Meu pai colocava um disco do Vinicius de Moraes com o Toquinho pra eu ouvir e era um disco muito bem construído musicalmente, então desde pequenininho eu escuto boa música. E acho que esse foi o grande legado que meu pai me deixou.
2. Com quantos anos você decidiu que queria fazer música?
BS: Por volta de uns 12 anos
-E seus pais te incentivaram?
BS: Hm... não muito. Porque existe muito preconceito. A história dos músicos desde sempre é permeada por preconceitos. Nos anos 20/30, quem fazia música era tirado de marginal, o tempo foi passando e a profissão de músico nunca foi vista como profissão. Quando eu vou fazer um crediário em algum lugar a pessoa pergunta "profissão?" "músico" "mas não tem nenhum trabalho?" [risos]. No começo eles (os pais) ficaram receosos, tanto que eu não fui direto pra música, fiz o caminho que todo mundo faz. Fiz faculdade, e como hobby eu fazia shows na noite em Petrópolis, mas nunca foi considerado como profissão pra mim. Então eu fazia faculdade de ciências da computação, parei no terceiro ano porque o Hermes e Renato estourou em São Paulo e eu vim pra cá. Então consegui conciliar a minha profissão, que é humorista com o meu amor que é a música. E hoje em dia eu posso dizer que, graças a Deus, eu vivo exclusivamente de rock.
3. Essa é uma profissão muito difícil, em muitos aspectos. Qual é a sua inspiração pra continuar?
BS: O que me inspira é o próprio desafio da dificuldade de se viver de música. E mais difícil de viver de música, é viver de rock. Que é um estilo dentro da música que já é muito à margem. E no mundo inteiro, o rock 'tá numa fase muito difícil. Antigamente a base de tudo era o rock, até música da Xuxa tinha guitarra. E agora eu tive que criar uma forma de me sustentar dentro do universo do rock, que foi transformando o Detonator numa empresa, sem gravadora nem nada. O próprio destino me colocou nessa.
4. Como surgiu a ideia do Detonator?
BS: Ele surgiu na época do Hermes e Renato em 2002 quando nós estávamos fazendo várias sátiras musicais de vários estilos. Então o Detonator nasceu junto com o Massacration, que era pra ser só um quadro dentro de um dos programas. Só que quando o Massacration apareceu o pessoal ficou pedindo mais músicas, aí o João Gordo [Ratos de Porão] e o Igor Cavalera [Sepultura - Cavalera Conspiracy - Strife] são os dois padrinhos do Massacration, foram uns dos que mais incentivaram a continuar, e aí virou história.
5. O que mudou na sua vida depois do fim do Massacration?
BS: Ah, mudou tudo né. Eu tive que sair do Hermes e Renato e, consequentemente sair do Massacration. Na verdade o Massacration já tinha acabado antes de eu sair do Hermes e Renato porque eles sempre viam fazer os shows como um trabalho muito pesado. Porque a gente escrevia os roteiros de segunda a sexta e fazia os shows sábado e domingo. Então não tinha descanso. Pra mim o que é diversão, pra eles era mais um trabalho. Então eles ficaram muito cansados e a banda acabou, eles decidiram e eu concordei, só que coincidentemente a gente tava na Record e eu tava muito cansado de trabalhar em um canal que não me deixava fazer humor da maneira que era na MTV. Então conversando com os meus amigos, eu saí do Hermes e Renato pra voltar pra MTV e retomar a carreira do Detonator. Então o que mudou é que eu transformei o Detonator na minha fonte de sub existência.
6. Você gravou três discos sem nenhuma gravadora, como foi fazer isso?
BS: No começo eu fiquei muito deprimido por ter uma ideia tão bacana, que era o Metal Folclore, que era um disco que vinha um álbum de figurinhas, ser recusado por todo mundo, pro mercado é uma ideia atrativa, uma ideia nova e foi um baque porque eu sabia que o produto era bom. Mas depois de ter tomado "não" de todo mundo, a minha única escolha era lançar independente, eu não ia colocar um projeto tão legal na gaveta. E foi a melhor coisa que aconteceu. Eu posso te falar com certeza que eu sou o artista de heavy metal brasileiro com o maior faturamento. Porque todo o lucro do disco vem pra mim, eu não preciso dividir esse dinheiro com nenhum "atravessador". Porque gravadora e distribuidora são atravessadores do meu trabalho hoje em dia. Ninguém vai fazer propaganda melhor do que eu, ninguém vai vender melhor que eu o meu disco. Mas teve que demandar muito esforço e muito trabalho, e estou hiper realizado com o que eu tenho feito.
7. Os dois últimos discos, o Detonathor e o Live InSana foram lançados simultaneamente. Olhando para o mercado, não foi uma coisa muito arriscada?
BS: Cara, eu poderia ter feito dentro do Live Insana ter colocado o Detonathor junto, ter virado um CD só, mas o conceito é totalmente diferente um do outro. O Detonathor é a continuação do Metal Folclore e como eu aprendi no Hermes e Renato, uma história, pra ela ter validade, ela tem que ser bem contada. E por causa de mercado, eu precisava lançar o Live Insana CD antes do DVD, porque não vai ser atrativo pro público comprar o CD se o DVD já tá no mercado. Então, é, foi arriscado sim, aí eu pensei na ideia do combo. Consegui um desconto legal fabricando 2 mil CDs e esse desconto eu pude jogar pra venda final; Então eu praticamente vendo os dois CDs ao preço de um. Então muita gente comprou o combo e eu posso te dizer que é um fenômeno de vendas você vender mil discos, 500 de cada, realmente pra quem não tem uma gravadora, não tem nada. Quem tá nesse mercado de heavy metal é muito, muito legal.
8. Você também participa como vocalista em algumas bandas, como na Helloween cover, por exemplo e até pouco tempo atrás, a Soundtrackers. Como você manipula seu tempo pra dar conta de tudo isso?
BS: ... E tem ainda o Uriah Heep (com Máquina 70) [risos].... tem o Death Tribute também [mais risos].
O tempo ele acaba aparecendo, a gente tem que saber manejar o tempo de uma forma que a gente não se enrole, mas eu sou viciado em música, é um bom vício [risos]. Nenhum vício é bom, mas é menos pior que outros, como drogas... enfim... Mas eu gosto de cantar. Cantar é a minha vida e eu coloquei na minha cabeça que eu vou viver me divertindo. Eu não vou passar minha vida num escritório, frustrado, trabalhando com o que eu não gosto. Já tive essa experiência muitos anos atrás e não é legal. Não quero passar a minha vida em branco. Eu quero fazer o que eu quero, sem prejudicar ninguém e me divertindo. Então é "ah... você, espera, vou fazer um show ali e já volto pra retomar esse projeto..." E não me toma muito tempo. As bandas já estão ensaiadas, é só fazer os shows. Não tem jeito, se tiver alguém me chamando pra cantar qualquer coisa de rock, eu vou [risos].
9. Não é qualquer um que faz um agudo como o do Detonator. Como você prepara a sua voz?
BS.: Na verdade eu sou cantor profissional erudito desde pequenininho, e tenho um cuidado muito grande com a minha voz. Tento não gritar, não costumo sair a noite, não bebo, sempre procuro cuidar muito bem da voz porque eu vivo exclusivamente dela, tanto nas bandas, como aqui na Kiss [FM], eu tenho que estar com a voz boa pra apresentar o programa. Hoje, por exemplo, minha voz não 'tá muito legal porque 'tô meio afônico, que eu fiquei gripado no início da semana. Então eu tenho que saber fazer os exercícios de aquecimento de voz e tudo. Se eu não tivesse feito eu não estaria nem falando hoje. Então quem é cantor e vive da voz tem que se privar de certos luxos. Uma das coisas que mais tira a voz da pessoa é falar alto e beber.
10. Agora falando sobre o Bem que se Kiss, seu programa na rádio Kiss. Como surgiu essa ideia?
BS.: Eu sempre fui fã da Kiss, porque a Kiss não tem ouvintes, a Kiss tem fãs. Quando a MTV acabou, eu queria fazer o programa na Kiss, mas eu não tinha um conhecimento, então eu fiz um estudo sozinho, estudei o público alvo da Kiss com mais cuidado e bolei um piloto sozinho em casa e vim aqui. Simplesmente bati na porta. Aí eu mostrei o piloto pro Evaldo, ele se amarrou. Aí a gente foi pra sala do pessoal do departamento pessoal, eles ouviram, gostaram, aí a gente foi pra chefe. Aí ela falou "olha, só tenho uns três minutos pra ouvir você". No final ela ficou uma hora ouvindo o programa [risos]. Em suma, eu tive uma ideia, fui atrás dela sem nenhum tipo de 'melindre' e deu certo, né.
BS.: Eu sempre fui fã da Kiss, porque a Kiss não tem ouvintes, a Kiss tem fãs. Quando a MTV acabou, eu queria fazer o programa na Kiss, mas eu não tinha um conhecimento, então eu fiz um estudo sozinho, estudei o público alvo da Kiss com mais cuidado e bolei um piloto sozinho em casa e vim aqui. Simplesmente bati na porta. Aí eu mostrei o piloto pro Evaldo, ele se amarrou. Aí a gente foi pra sala do pessoal do departamento pessoal, eles ouviram, gostaram, aí a gente foi pra chefe. Aí ela falou "olha, só tenho uns três minutos pra ouvir você". No final ela ficou uma hora ouvindo o programa [risos]. Em suma, eu tive uma ideia, fui atrás dela sem nenhum tipo de 'melindre' e deu certo, né.
11. Além de todos esses trabalhos que a gente comentou aqui, você ainda tem o Amada Foca junto com os ex-MTV e vocês têm um canal no Youtube, mas vocês têm planos pra voltar para a televisão?
BS.: Sim, a gente tá conversando com um canal de TV a cabo - não posso falar o nome ainda - que a gente 'tá com uma negociação bastante avançada pra voltar pra TV. Porque é importante estar no Youtube, importante estar na internet porque você mantém a sua imagem perante a mídia, perante os seus fãs que a televisão não te dá, a internet por intermédio do Youtube te dá a liberdade de você aparecer quando quiser e na hora que você quiser, você decide. É um canal, e as pessoas as vezes não se atentam que essa palavra é muito poderosa. É um canal, igual um canal de TV e hoje em dia, a penetração da internet dentro dos adolescentes e até da nossa faixa etária tem sido muito maior do que a própria televisão. Então o movimento hoje é o movimento inverso; hoje em dia as pessoas utilizam a televisão como complemento do renda, e tem o foco mais em internet.
BS.: Sim, a gente tá conversando com um canal de TV a cabo - não posso falar o nome ainda - que a gente 'tá com uma negociação bastante avançada pra voltar pra TV. Porque é importante estar no Youtube, importante estar na internet porque você mantém a sua imagem perante a mídia, perante os seus fãs que a televisão não te dá, a internet por intermédio do Youtube te dá a liberdade de você aparecer quando quiser e na hora que você quiser, você decide. É um canal, e as pessoas as vezes não se atentam que essa palavra é muito poderosa. É um canal, igual um canal de TV e hoje em dia, a penetração da internet dentro dos adolescentes e até da nossa faixa etária tem sido muito maior do que a própria televisão. Então o movimento hoje é o movimento inverso; hoje em dia as pessoas utilizam a televisão como complemento do renda, e tem o foco mais em internet.
12. O Detonator tem algum projeto vindo por aí?
BS.: Tem, a logística já tá no 4º disco. No 5º na verdade, porque a gente não pode só pensar no agora, porque aí "beleza, 'tô fazendo a turnê do Live InSana - cabô... e agora, que que eu vou fazer?". Já tem ideia pra mais dois ou três discos. Tem a sequência do Detonathor e a do Live InSana e a do Metal Folclore que é o Detonator se transformando num Cavaleiro do Zodíaco, com toda aquela história de Athena, dos cavaleiros de ouro e isso vai acontecer, eu quero fazer um projeto bem bacana com os dubladores, fazer uma história muito maluca juntando esses dois universos. E tem o próximo disco também, que é o "Detonator Presidente do Brasil", que vai ser depois desse, e nesse aspecto pode aparecer algumas coisas entre esses dois discos, como o Novo Testamento da Bíblia do Heavy Metal, eu quero que o Detonator também entre nesse universo de games como tem o Smite, ele agora é personagem de um jogo internacional e isso dentro do universo do rock, heavy metal brasileiro, é um grande ponto a favor. Então tem muita coisa do Detonator pra vir ainda.
BS.: Tem, a logística já tá no 4º disco. No 5º na verdade, porque a gente não pode só pensar no agora, porque aí "beleza, 'tô fazendo a turnê do Live InSana - cabô... e agora, que que eu vou fazer?". Já tem ideia pra mais dois ou três discos. Tem a sequência do Detonathor e a do Live InSana e a do Metal Folclore que é o Detonator se transformando num Cavaleiro do Zodíaco, com toda aquela história de Athena, dos cavaleiros de ouro e isso vai acontecer, eu quero fazer um projeto bem bacana com os dubladores, fazer uma história muito maluca juntando esses dois universos. E tem o próximo disco também, que é o "Detonator Presidente do Brasil", que vai ser depois desse, e nesse aspecto pode aparecer algumas coisas entre esses dois discos, como o Novo Testamento da Bíblia do Heavy Metal, eu quero que o Detonator também entre nesse universo de games como tem o Smite, ele agora é personagem de um jogo internacional e isso dentro do universo do rock, heavy metal brasileiro, é um grande ponto a favor. Então tem muita coisa do Detonator pra vir ainda.
13. Tem alguma coisa que você gostaria de acrescentar?
BS.: É mais um conselho: se você quer viver de arte, quer viver de música, não se prenda a se tornar um empregado de gravadora porque isso vai te dar dor de cabeça. É muito melhor você ter a dor de cabeça fazendo o teu próprio negócio e não depender de terceiros pra tirar o teu dinheiro do que virar um empregado e viver de migalha. Eu sei que o meu exemplo, muita gente pode achar que é mais fácil porque eu passei muito tempo na televisão e tudo, mas eu tomei "não" de todo mundo igual a qualquer um que começa. Então que que eu fiz, arregacei as mangas e fui trabalhar. Todo dia eu vou no correio postar as compras da Lojinha, eu mesmo 'tô fazendo a diagramação do DVD do Live InSana, 'tô montando tudo lá em casa. É uma empresa de um cara só, mas espero que cresça e que sirva de exemplo para outras pessoas que queiram viver de música.
--
Queria agradecer ao Bruno pela oportunidade de ser o meu primeiríssimo entrevistado e por toda a atenção, e também à minha amiga Bruna Lemes, que sem ela eu não teria conseguido metade disso.
Kiss,
Nat.
BS.: É mais um conselho: se você quer viver de arte, quer viver de música, não se prenda a se tornar um empregado de gravadora porque isso vai te dar dor de cabeça. É muito melhor você ter a dor de cabeça fazendo o teu próprio negócio e não depender de terceiros pra tirar o teu dinheiro do que virar um empregado e viver de migalha. Eu sei que o meu exemplo, muita gente pode achar que é mais fácil porque eu passei muito tempo na televisão e tudo, mas eu tomei "não" de todo mundo igual a qualquer um que começa. Então que que eu fiz, arregacei as mangas e fui trabalhar. Todo dia eu vou no correio postar as compras da Lojinha, eu mesmo 'tô fazendo a diagramação do DVD do Live InSana, 'tô montando tudo lá em casa. É uma empresa de um cara só, mas espero que cresça e que sirva de exemplo para outras pessoas que queiram viver de música.
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Queria agradecer ao Bruno pela oportunidade de ser o meu primeiríssimo entrevistado e por toda a atenção, e também à minha amiga Bruna Lemes, que sem ela eu não teria conseguido metade disso.
Kiss,
Nat.
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